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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Documentário sobre Hong Kong: "Maiores cidades do Mundo com Griff Rhys Jones".

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=4tn00bgo7O8

Esse documentario mostra Griff Rhys Jones  experimentando um dia de vida na cidade Hong Kong. Ele nos mostra com mais detalhes essa cidade complexa: conhecida pela mistura de antigo e moderno, pelos seus arranha-céus e por seu profundo porto natural, a sua identidade como um centro cosmopolita onde o Oriente encontra o Ocidente se reflete em sua gastronomia, cinema, música e tradições, e onde o consumismo é viver lado a lado do espiritismo. Com uma população de 7 milhões de habitantes e uma área de 1.054 km², é uma das áreas mais densamente povoadas do mundo. A população da cidade é de 95% da chinesa e 5% de outros grupos étnicos. 
 Griff passa diversas experiencias em varios setores na cidade: ajuda a administrar uma barraca em um mercado de aves, vai em uma viagem de ônibus com um grupo de turistas chineses, tem uma luta de água com uma tropa de escoteiros e se junta a crianças em idade para apreder um método único de aritmética mental.

Fontes Bibliográficas:
www.wikipedia.com
www.youtube.com

Postado por Camila Freitas Antunes

Especializações: A geografia marxista e a teoria social critica.

No inicio dos anos 70, uma geografia decididamente marxista começou a se formar, a partir de uma súbita infusão da teoria e do método marxistas ocidentais (especialmente europeus, críticos o marxistas criado na antiga UNSS) no introvertido gueto intelectual da geografia moderna anglófona. Logo, a geografia marxista abalou a geografia moderna.  Durante 1970, a geografia marxista continuou periférica ao marxismo ocidental, quase totalmente construída da analise e da explicação geográfica.
Depois de 1980, o ponto de encontro entre a geografia moderna e o marxismo ocidental se alterou, à medida que o fluxo de idéias e influencias começou a mudar rapidamente dos dois lados. Ao chegar mais perto do fim do século, um debate crítico mais amplo sobre a teorização adequada da espacialidade da vida social vai penetrando e questionando tradições estabelecidas no marxismo ocidental, ao mesmo tempo em que vai forçando um reexame nas estruturas da geografia moderna.
A expressão mais evidente desse debate foi a afirmação de uma materialismo histórico geográfico profundamente espacializado que é uma forma de convocação para uma reformulação radical da teoria social critica como um todo, do marxismo ocidental em particular, e também todas as relações fundamentais entre o espaço, o tempo e o ser social.
O marxismo precisa dar conta de uma dimensão tradicionalmente marginal no próprio Marx e no marxismo em geral: o espaço do processo de acumulação capitalista, que inclusive enfrenta muita desigualdade. Não é de hoje que esse é um espaço global, mas a conectividade global contemporânea é de uma densidade sem precedentes.
O espaço socioeconômico, cultural e geopolítico do século XXI é radicalmente diferente daquele do século XX, que foi, acima de tudo, o último século eurocêntrico. O cenário geopolítico do século XXI, por sua vez, é mais aberto e descentralizado, e o poder militar norte-americano, hegemônico desde o desfecho da Segunda Guerra Mundial, está hoje em descompasso com a emergência de potências econômicas, na Ásia mas também na América Latina, e com o surgimento de uma "nova rede de Estados nacionais" e a intensificação das relações sul-sul.
Essa reestruturação, sinal da diminuição das disparidades de influência política e força econômica entre regiões e nações, convivem com o aumento global da desigualdade de renda e com a desarticulação da classe trabalhadora, na qual haviam depositado suas esperanças, não só na teoria, mas também na pratica marxista. Nesse sentido, o que parece que vivemos nesse começo do século XXI é um retorno ao capitalismo liberal do século XIX.



Fontes bibliográficas:
  • EDWARD W. SOJA - Geografias pós-modernas
  • Jornal Folha de São Paulo do dia 28/08/2011


Postado por Camila Freitas Antunes

Hong Kong, uma cidade genérica.


Denominamos de Cidade Genérica aquela que possui um alto grau de autonomia para mudar de acordo com sua própria vontade. Porém, não possui uma identidade fixa e nem uma história, apenas criam novas identidades de acordo com a reflexão da presente necessidade e da presente habilidade que a cidade oferece. A cultura costuma ser bastante miscigenada e suas tradições apresentam resquícios de várias partes do mundo exterior.
Hong Kong é um exemplo de Cidade Genérica. Após viver sobre a administração britânica durante anos, a cidade conseguiu sua regressão a soberania chinesa e se tornou uma região administrativa especial da República Popular da China em 1997, sendo assinada a Declaração Conjunta Sino-Britânica. A declaração estipulou que a região mantivesse seu sistema econômico capitalista e garantia os direitos e as liberdades de sua população por, pelo menos, 50 anos após a entrega da cidade.
O acordo feito com a fórmula “Um país, dois sistemas”, deu continuidade a autonomia de Hong Kong e, desta forma, o território continuou a ser um porto livre e um centro financeiro internacional, e, exceto nas áreas da defesa e da política externa, tem um alto grau de autonomia. Não paga impostos ao Governo central e o seu modo de vida, incluindo a liberdade de imprensa, quase não foi alterado. A autonomia de Hong Kong também se declara em seu próprio sistema legal, moeda, alfândega, leis de imigração próprias e leis de trânsito específicas.
 Devido aos muitos anos vividos como colônia britânica, a cidade não conseguiu criar uma cultura e identidade própria.
Podemos afirmar, portanto, que Hong Kong se caracteriza como uma Cidade Genérica, levando em conta a dificuldade de uma cidade onde moram milhões de pessoas se adaptar ao sistema Chinês mesmo após o fim do prazo vigente da Declaração feita em 1997.

Hong Kong, a cidade em 3d.









Fontes Bibliográficas: 
www.suapesquisa.com/paises/china/hong_kong.htm

Postado por Camila Freitas Antunes

domingo, 28 de agosto de 2011

Xangai, uma grande metrópole genérica.



Podemos dizer que Xangai é uma cidade genérica, pois é uma cidade sem história, superficial, que originalmente era uma vila com a economia baseada na pesca e no setor têxtil, e só cresceu e ganhou importância no século XIX devido à sua localização favorável do seu porto, e como uma das cidades abertas ao comércio exterior em 1842 pelo Tratado de Nanquim.   A cidade floresceu como um centro de comérciooriente e o ocidente e tornou-se um hub multinacional de finanças e negócios na década de 1930. No entanto, a prosperidade de Xangai foi interrompida devido a tomada lenta de Xangai pelo Japão durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa e após a tomada comunista em 1949 devido à cessação de investimentos estrangeiros, não sendo isso um problema, pois tendo a característica da cidade genérica, pode ser renovada com facilidade, como aconteceu. As reformas econômicas em 1990 resultaram em um intenso desenvolvimento da cidade e, em 2005, Xangai tornou-se o maior porto de carga do mundo.
 Hoje, Xangai é o maior centro comercial e financeiro na China continental e tem sido descrita como o grande destaque da economia chinesa, sendo assim, um grande exemplo de cidade genérica, pois é grande o suficiente para todos e devido a sua facilidade: não precisando de manutenção, se fica muito pequena, simplesmente se expande. 


Xangai é uma das maiores e mais populosas metrópoles da China e do mundo, com uma área urbana de mais de 5000 km² e mais de 20 milhões de habitantes. A cidade está em rápida expansão e os urbanistas traçaram já as linhas orientadoras para o futuro. Esta visão de antecipação pode ser contemplada no Shanghai Urban Planning Museum (Museu do Urbanismo de Xangai), onde foi construída uma colossal maqueta à escala que ocupa a área de 100 m² representando a cidade no ano de 2020.
Museu do Urbanismo de Xangai, maquete representando a cidade em 2020.
Museu do Urbanismo de Xangai, maquete representando a cidade em 2020.


 Fontes bibliográficas:


Postado por Camila Freitas Antunes